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História

A cidade de Angoche, localizada a 185 km de Nampula, tem a sua história intimamente ligada com o sultanato do mesmo nome com o comércio de escravatura que então se practicava e com a feroz resistência que opôs á ocupação portuguesa.

Apartir da década de 60 a localidade conheceu um crescimento extraordinariamente rápido por se ter aqui constituído um pólo de pesca industrial e algumas fábricas de industrialização de cajú. O território abrange uma parte continental e outra insular, numa superfície aproximada de 188 fcm2, e uma população aproximada de 85.703 habitantes.

O desenvolvimento de Nacala está intimamente ligado ao seu porto, o melhor da costa moçambicana, tendo-se iniciado os estudos do mesmo na década 30 do século passado, sendo o mesmo aberto à navegação em 1951, agora término do importante "corredor de Nacala" e do eixo de duas importantes rodovias, a EN 8, que estabelece a ligação com a cidade de Nampula e a EN 106, que liga Pemba a Montepuez. A cidade possui uma área de 400 km2, organizada por 23 bairros, e uma população de 198.783 habitantes.

A cidade de Nampula deve a sua origem a partir da ocupação militar na região, tendo-se então estabelecido aqui um posto militar. A sua importância política, económica e estratégica começoa a definir-se a partir da década 30 do século passado, tendo-se instalado aqui a sede do distrito, elevada á cidade em 1956. Com o início da luta armada de libertação nacional, que está na origem da independência do país, a cidade transformou-se num importante centro militar português, tendo-se instalado aqui o seu comando militar.

A cidade conta actualmente com 304.074 habitantes, distribuídos por uma área de 404 km2, organizada em 18 bairros. A Ilha de Moçambique entrou cedo na história do Oceano Índico, quando, a partir dos séculos V e VI, a actual costa moçambicana passou a ser escalada por comerciantes de diferentes origens, à procura de marfim e de ouro.

Esta importância viria a ser acrescida, nos séculos XIV e XV, quando a cidade de Quíloa estendeu o seu domínio político a esta região e, a partir do século XVI, quando os portugueses começaram a intervir no tráfico mercantil do Oceano Indico. Até finais do século XIX, ela seria um centro distribuidor em diferentes direcções, como a península indostânica, o Golfo Pérsico, a Cidade do Cabo, as Américas do Norte e do Sul e as Caraíbas.

O ouro, juntamente com o marfim e alguns escravos, deverão ter constituído, desde sempre, produtos de exportação dos estabelecimentos islâmicos, situados entre Sofala e a Ilha de Moçambique. Os comerciantes l portugueses viriam ainda a comerciar com este produto. Será, porém, a partir do século XVII, com maior incidência nos dois séculos seguintes, que o comércio de escravos atingiu dimensões gigantescas. Os franceses foram quem iniciou de forma sistemática o comércio de escravos na . Ilha de Moçambique, a partir da terceira década setecentos.

A Ilha entrou num rápido processo de decadência após a passagem da capital para a então Lourenço Marques (actual cidade de Maputo), no final do século XIX e, posteriormente, da sede do distrito para Nampula e a abertura à navegação do porto de Nacala, em 1951. A tentativa de encontrar um novo destino para a ilha foi feita na década 60 do século XX, quando se formou uma zona especial de turismo (1967), a que se seguiria a criação de um novo distrito administrativo da ilha em 1973.

Neste cenário, o único melhoramento verdadeiramente relevante foi a .inauguração da ponte em 1967, estando esta directamente relacionada com a manutenção da Ilha de Moçambique como porto de cabotagem, exportador de produtos locais, como a castanha de caju, o algodão e o sisal. A existência da ponte não acompanhada pela construção daponte-cais que então se propunha, teve efeitos perversos, considerando-se até uma das causas da sua acelerada decadência.

O centro da povoação muçulmana deveria ter-se localizado na actual cidade de Pedra e Cal, perto da ponte-cais. Os portugueses, pelo contrário, estabeleceram a sua povoação no lado ocidental, virada para, a baía, mais abrigada dos ventos, ao redor da primitiva torre (primeira fortificação portuguesa) e feitoria, construídas a partir de 1507.

Na primeira metade do século XVII, ilha estava já dividida em dua povoações distintas, a zona àepedra cal e a zona de macuti. Nessa altura, primeira daquelas zonas compreendendo as habitações, fortaiez, e respectivo campo de tiro, ocupavan um terço da ilha. Na segunda metade d( mesmo século, mais de metade da ilha estava coberta de construções de pedra A edificação de grandes obras públicas como a fortaleza e as cisternas, levaran a que desde 1570 fossem escavados í retirados milhares de metros cúbicos de pedra, destinada à construção como â queima, em conjunto com conchas e outros Mariscos, para a fabricação de cal.

A cidade de pedra continuará a expandir-se durante os séculos XVIII e XIX. Primeiro, devido aos capitais obtidos com o tráfico da escravatura e, a partir de 1879, o comércio de oleaginosas obrigará à construção de grandes armazéns, localizados naquela zona.No seu aspecto geral, a cidade apresenta ruas estreitas, rodeadas por edifícios de dois e três andares, muitas vezes terminando em terraços, reflectindo uma forte influência muçulmana.

Alguns dos edifícios mais grandiosos reflectem a arquitectura portuguesa dos séculos XVI e XVII. Muitas destas casas possuem pequenos quintais, onde muitas vezes se encontram jardins, os poços, a cozinha e a casa de banho. . Têm, por vezes, um minúsculo quintal onde crescem papaeiras e alguns pés de rícino, e onde as mulheres preparam as refeições.

A ilha, toda ela, é um monumento, reconhecido como Património Mundial da Humanidade, pela UNESCO, desde 1991. Um deambular sem destino pelas suas ruas fazem-nos descobrir pormenores inusitados e pitorescos que encantam o visitante.Mas, alguns edifícios merecem quase uma visita obrigatória, como a Fortaleza de S. Sebastião, cuja construção se iniciou em 1558 e deve ter sido concluída em 1620; a Capela de Nossa Senhora do Baluarte, de 1522, é, talvez, o edifício mais antigo da ilha e o único emestilo "manuelino"; o Convento de S. Domingos, cujas origens remonta a 1578, tendo sido reconstruído em 1662; o Palácio de S. Paulo, de 1610, inicialmente vocacionado a colégio dos jesuítas, servindo desde 1969 como museu, depois de devidamente restaurado e remobilidado, tendo, em anexo, a Capela deCova um retábulo e um púlpito, executados em talha, na índia, no século XVII; a Igreja da Misericórdia, cuja existência remonta ao século XVI, tem o Museu de Arte Sacra instalado nas suas dependências; S. Paulo, a Igreja da Saúde, construída na primeira metade do século XVII; o Hospital (l 877); como o Palácio de Verão dos Governadores Gerais e o Poço de Vasco da Gama. Na Ilha de Goa encontra-se o farol mais antigo da costa moçambicana, tendo sido aceso em 1876.

A província é conhecida internacionalmente pela beleza das suas praias, entre as quais se destacam as de Mossuril e das Chocas, frente à Ilha de Moçambique, e a de Femão Veloso, na cidade de Nacala.
Na cidade de Nampula podem ser vistos o Museu Etnográfico, que acolhe fundamentalmente peças da cultura do Norte de Moçambique, e a Catedral Católica. Nas traseiras do Museu, pode observar e adquirir esculturas de artes maconde. Semanalmente, aos sábados, realiza-se uma importante feira de artesanato, conhecida peia feira do pau, onde se podem adquirir igualmente peças de artesanato. Nos arredores da cidade, a barragem é um local turístico de visita obrigatória, podendo observar-se uma grande variedade de pássaros.

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História de Moçambique

Especificidades

  • É uma província com paisagens surpreendentes. As florestas de miombos alternam com enormes cumes de rochosas arredondadas e escarpadas.
  • É nesta província onde se localiza o Porto de Nacala, um dos maiores Portos naturais do continente africano.

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