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A República Popular da china acaba de eleger Moçambique como destino turístico para cidadãos daquele país asiático. Para o efeito, os dois países rubricaram quinta-feira, em Maputo, um acordo para facilitação de viagens em grupos de cidadãos originários da china, o que marca a concretização de um desejo manifestado pelos dois países em 2003, aquando da realização, em Beijing, da Conferência da Organização Mundial do turismo.
A China é, neste momento, a maior fonte de turistas no Continente Asiático. Em cada ano, aquele país escolhe um certo número de países que, dadas as suas características, podem ser destinos privilegiados de turistas seus. São itens fundamentais para essa escolha não somente a existência de infra-estruturas de acolhimento e de transporte, mas também a estabilidade política e económica dos países.
Moçambique usufrui de um grande potencial turístico natural e uma localização geográfica considerada invejável, condições estas que poderão favorecer que num futuro breve se posicione num destino turístico atraente, preferencial e de padrão de nível internacional.
Com a assinatura, quinta-feira, do memorando sobre a facilitação de viagens em grupos de cidadãos chineses, Moçambique passa a figurar num grupo de mais de 30 países do mundo considerados destinos privilegiados dos turistas chineses.
Os turistas chineses têm uma tradição de se deslocarem em grupos de 50 ou mais cidadãos, o que deixa enormes vantagens em locais por onde passam. Para além de ser a maior fonte de turistas na Ásia, a China concorre assim para os lugares cimeiros na emissão de turistas a nível do mundo.
Assinaram o memorando o Ministro do Turismo de Moçambique, Fernando Sumbana, e o embaixador da China em Maputo, Tiang Uang Seng.
Fernando Sumbana disse, momentos depois de rubricar o acordo, que o momento abre boas perspectivas não somente para a captação a cada vez maior número de investimentos e de turistas em Moçambique, como também contribuirá para a arrecadação de mais receitas para o Estado moçambicano.
O turismo, segundo Sumbana, não só se reduz aos benefícios económicos, mas também é um veículo de intercâmbio e difusão cultural decorrente das relações socioculturais, dos turistas dos países receptores, assim como incentiva o conhecimento entre os povos, convertendo-os num elemento fundamental de paz e económica.
O embaixador Tiang Uang Seng considerou que a assinatura do memorando com Moçambique representa a vontade dos dois países de alargar a cooperação existente. Acrescentou que com o acordo da facilitação de viagens em grupos, muitos cidadãos chineses irão conhecer Moçambique nos próximos tempos.
Fonte: Jornal Notícias

